Crie espaço para o novo !

minimalismo life coaching blog o eu melhor

Que tal aproveitar esses últimos dias do ano para criar novos espaços em sua vida?

Esse pode ser o primeiro passo para você começar a agir em direção às suas metas de 2019, pois, para começar algo novo, precisamos, na maioria das vezes, descartar o que já se desgastou, está quebrado ou que não faz mais sentido para nós. Há também aquelas tarefas que procrastinamos e ocupam nossos pensamentos : um “tenho que fazer tal coisa” que se repete nos momentos em que você não pode se dedicar a essa tarefa.

Leo Babauta, autor do livro Zen habits, escreve sobre o fato de desejarmos realizar muitas coisas ao mesmo tempo: situação que ele compara a um pequeno cômodo lotado de objetos, e dentro do qual não sabemos a que dedicar a nossa atenção por não haver real espaço para nada. Imagine que, neste pequeno espaço, você decida criar seu escritório e coloque, então, sua escrivaninha mas você quer que ele seja, também, uma salinha para assistir televisão, seu espaço de meditação e um lugar em que você possa estocar objetos para os quais você não tem espaço no armário. Você vai acabar trabalhando e estudando em outro lugar e não nesse espaço reservado para ser um escritório! Mas, se você tivesse realmente colocado apenas a escrivaninha, isso teria facilitado a dedicação de tempo à escrita, ao estudo ou trabalho.

O que tem no seu “quartinho lotado”?

O nosso quartinho lotado não precisa ser literalmente um espaço físico. Pense nesse quartinho como sendo sua mente: às vezes, o que nos bloqueia são os velhos hábitos que acreditamos que não podem ser mudados; pode ser aquela pessoa que te desencoraja a se tornar uma pessoa melhor e mais feliz. Pode ser também algo muito simples e concreto como arrumar o armário, separando o que você vai doar; o que precisa ser consertado, o que tem que ir para o lixo ou reciclagem. Mas, há dias ou meses, você se repete “tenho que fazer isso”, “não gosto deste objeto”, ” não preciso disso” etc.

O que você pode fazer, mudar ou deletar da sua vida hoje para criar novos espaços para um 2019 mais leve, com mais sentido e equilíbrio? Veja isso como uma meta a ser atingida, planeje e seja específiico com relação ao que precisa ser feito.

Pronto para esvaziar o “quartinho”?

O eu melhor minimalismo sobre equilibrio blog coaching

 

 

Simplesmente super-humano

Falta de tempo, cansaço, exaustão, Burn Out… Neste cotidiano hipermoderno em que vivemos, as demandas de nossos diversos círculos sociais são cada vez maiores e mais exigentes. Precisamos ser multifuncionais! No mundo profissional, temos que ser cada vez mais produtivos, mas, na maioria das vezes, essa necessidade acaba por deixar-nos infelizes e até mesmo doentes, achando o nosso trabalho desinteressante e nosso desempenho, insuficiente. Também acabamos por não dedicar tempo suficiente aos familiares e amigos, culpabilizando-nos por essa situação. Criamos, assim, a ilusão de que devemos nos comportar como super-heróis: um superfuncionário, um superpai, uma supermãe, um superfilho etc.

Em uma formação de Agile Scrum relatada pela engenheira, coach e analista comportamental Silvana Fazan, foi feito o seguinte experimento : a equipe em formação era composta de 17 pessoas e tinha como objetivo que cada pessoa do grupo assinasse 10 folhas, cada uma contendo os nomes das 17 pessoas. Ao começar a passar as folhas, o instrutor pediu aos membros ociosos que realizassem pequenas tarefas, como desenhar a bandeira nacional, fazer origamis, grampear documentos, etc. As folhas chegaram às mãos do facilitador depois de 15 minutos, sem que estivessem completas. A tarefa foi repetida, desta vez, sem a distribuição de tarefas para os que estivessem ociosos. Resultado: todas as folhas foram devidamente preenchidas em menos de 5 minutos. Esta experiência foi inspirada pelo livro A Meta , de Eliyahu M. Goldratt.

Eu te proponho analisar o quanto você tem tentado realizar inúmeras tarefas ao mesmo tempo, em diversos aspectos da sua vida, tentando convencer a si mesmo de que consegue fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo porque você se considera multitarefas. Seja sincero: será que você realmente consegue dar o melhor de si em cada tarefa agindo assim? Você consegue ter foco?

Você acredita que pode tornar-se uma pessoa mais produtiva e feliz realizando e atribuindo atenção plena a uma única tarefa por vez?

Para que isso aconteça, é preciso determinar prioridades e organizar a sua agenda, assim, você não realizará mais todas as tarefas “urgentes” que vão surgindo no seu dia! Essas tarefas vão se multiplicando, se acumulando e te deixando frustrado… É importante manter o foco e saber dizer não às diversas demandas não urgentes mantendo, em sua mente e em seu plano de ação, o que foi planejado com antecedência. Trabalhe também a sua capacidade de delegar tarefas. Afinal, você precisa realmente fazer tudo sozinho?

Para refletir e agir:

Como ser mais produtivo – A tríade do tempo

Como eu organizo o meu dia para ser mais produtivo?

O eu melhor produtividade e equilibrio

Sobre a noção de hipermodernidade (obra não traduzida): AUBERT, Nicole (Org.). L’individu hypermoderne. Ramonville Saint-agne: Editions Érès, 2006. 320 p.

GOLDRATT, Eliyahu M.; COX, Jeff. A Meta: Um Processo de Melhoria Contínua. 2. ed. São Paulo: Nobel, 2003. 360 p.

Viver de sonhos ou viver seus sonhos? 

white printer paper besides macbook pro on table

Quantas vezes você já pensou e disse algo do tipo : quero emagrecer, quero evoluir profissionalmente, quero aprender uma língua estrangeira etc., mas não realizou esses desejos e nem sequer agiu em direção à realização deles?

Você define suas metas com clareza?

Desde que comecei a passar por um processo de coaching e a fazer o curso Metas e Objetivos da Febracis, comecei a perceber a importância de planejar exatamente um objetivo: Quer emagrecer? Quanto? Quando? Por quê? Quer aprender uma nova língua? Qual é o seu objetivo? É realizável? Por que você quer aprender? Você quer fazer a viagem dos seus sonhos? Quanto isso vai custar? Quando você fará essa viagem? O que você pode fazer, concretamente, para guardar fundos para isso?

Pode parecer simples, mas você realmente planeja suas metas especificando etapas e dando prazos para cumpri-las? Quantas vezes você já parou no meio do caminho por se comparar aos outros? “Fulana perdeu 10 quilos em 2 meses”. Você perde um em um mês e acha pouco, desanima. E aquele amigo que atingiu um nível intermediário no italiano em seis meses e você quer que isso aconteça com você também,  sem considerar vários aspectos, incluindo o trabalho psíquico envolvido na aprendizagem de uma língua.

Qual é o seu verdadeiro propósito?

Provavelmente, esse amigo, que realmente aprendeu e fala bem, passou muito mais horas investindo nesta aprendizagem do que você imagina. Você tem um propósito para aprender essa língua, como esse seu amigo tinha? Você consegue criar condições propícias para aprender essa língua? E por que desanimar por não ter perdido tanto peso quanto o outro, ou de ter avançado menos do que o outro em sua aprendizagem? Você pode, sim, se espelhar em quem você admira, mas não se compare com os outros: estabeleça suas metas observando e adaptando o seu ritmo, caso seja necessário. E o mais importante: respeite quem você é!

Aproveite aquela velha tradição de desejar que coisas boas aconteçam na sua vida no ano seguinte e faça sua lista de desejos para 2019! Mas, desta vez, no lugar de desejos, coloque metas a serem atingidas: metas realizáveis, com data, com o que é necessário para que você as realize. Considere também a necessidade de um acompanhamento: de que tipo? Coach? Psicólogo? Grupos de análise de prática?

Você está pronto para viver seus sonhos ou vai continuar vivendo de sonhos?

Clique aqui para baixar o pdf e começar 2019 agindo em direção às suas metas.

O eu melhor planos e metas

 

 

 

 

E se você olhasse a vida por outro ângulo?

action-feet-fun-906023

Tem dias em que tudo parece estar dando errado ou que nossa vida “não decola”. Às vezes, acordamos de mau humor ou, logo pela manhã, acontece algo que consome nossa energia por horas ou até por dias. E então saimos por aí, carregando e espalhando essas emoções negativas. E então a vida nos estende a mão…

“E então a vida te estende a mão…”
O motorista

Há alguns dias, eu estava no ônibus voltando de uma missão de formação que ministro em uma empresa multinacional localizada na zona industrial da minha cidade e presenciei uma cena que me fez refletir muito sobre o assunto deste post. Neste local, o acesso ao transporte público é feito da seguinte forma: a linha do único ônibus que passa por lá tem pontos “fixos” em uma longa avenida e “flexíveis”, que são os pontos de cada empresa. Para que o ônibus passe nestes pontos, é preciso ligar pelo menos uma hora antes para a empresa de ônibus e fazer o pedido tanto na ida quanto na volta. Não é uma linha muito frequentada, apesar do sistema de transporte público francês ser muito bom e das campanhas de responsabilidade ecológica e meios de transporte.

Pois bem, eu estava voltando para casa e então o ônibus saiu da linha “fixa” para passar no ponto da empresa localizada o mais longe da avenida principal, onde um passageiro iria descer. Desde que entrei neste ônibus, percebi que o motorista estava nervoso e irritado: eu disse “bonjour” e ele nem ao menos respondeu. Quando parou no ponto em que o passageiro desceria, um senhor, de aproximadamente 50 anos, chegou correndo, entrou no ônibus , agradeceu, disse bom dia, pagou a passagem e o motorista então falou “é preciso reservar para pegar o ônibus neste ponto” em um tom de voz como se ele quisesse deixar claro que só faltava aquilo para seu dia piorar. O senhor disse apenas que não sabia e agradeceu novamente enquanto enxugava com um lenço a transpiração do rosto. O motorista seguiu o caminho resmungando.

A reflexão

Eu sempre fui uma pessoa muito observadora e analítica. E este acontecimento desencadeou em minha mente vários cenários que poderiam explicar o comportamento tão negativo deste motorista naquele início de tarde: talvez tivesse acontecido algo com ele pela manhã; talvez ele tivesse recebido uma má notícia ou levantado com o “pé esquerdo”; quem sabe a vida dele não estivesse avançando como ele gostaria ou até mesmo que ele não goste deste trabalho. Porém, o que mais tomou conta das minha reflexões foi o fato desta pessoa ter perdido a oportunidade de mudar o seu dia para melhor!

Se ele não tivesse passado por aquele caminho, aquele senhor – que certamente tinha terminado o expediente que começou na madrugada e que provavelmente tem um dos empregos considerados mais pesados e desvalorizados socialmente na França que é o trabalho na usina – teria esperando o próximo ônibus por 45 minutos sem saber que ele não passaria ali, a não ser que alguém fosse descer naquele local.

Será que se o motorista tivesse pensado nisso, o dia dele não teria melhorado? O trabalho dele não teria ainda mais sentido? Talvez, se ele tivesse olhado a situação por um outro ângulo naquele momento, ele poderia ter pensado “Que bom que passei por aqui, meu dia valeu a pena porque aquele trabalhador cansado vai chegar em casa mais cedo e talvez almoçar com a família e descansar”.

E você? Tem olhado a vida por outros ângulos? Não é fácil mudarmos nossos hábitos mas com paciência e persistência podemos aprender a enxergar a vida por outros ângulos e nos tornarmos pessoas mais felizes e empáticas.