Nada acontece nesse lugar !

sair da zona de conforto

No artigo Viver de sonhos ou viver seus sonhos?, publicado há duas semanas, tem um miniplanner que eu elaborei para te ajudar a definir realmente suas metas, com dicas na segunda página do arquivo.

Desde então, tenho recebido alguns comentários sobre a dificuldade que as pessoas têm para delimitar e priorizar suas verdadeiras metas, aquelas que trazem sentido em suas vidas e que, certamente, se conseguissem priorizá-las, elas ocasionariam diversas mudanças positivas.

O último artigo tratou justamente deste assunto: priorizar metas a fim de reestabelecer um equilíbrio em sua vida. Compartilhei, então, um vídeo do canal  IlustradaMente sobre a Tríade do tempo: um conceito baseado em três esferas que classificam a forma como usamos o nosso tempo. As esferas englobam as tarefas importantes, as urgentes e as circunstanciais. Caso você não tenha assistido, volte no artigo anterior e assista. Vale a pena !

Depois de assistir a este vídeo e estar familiarizado com esse conceito, pare para refletir a qual esfera você tem dedicado a maior parte do seu tempo?

Meu amigo Bruno Andrade, mestre em Divulgação Científica e Cultural, fez uma reflexão sobre o fato de que as pessoas querem realizar seus sonhos e ao mesmo tempo não querem enfrentar o árduo caminho necessário para isso. Isso vai ao encontro da esfera circunstancial: dedicamos boa parte do nosso tempo a coisas e pessoas que não agregam nada em nossa vida, que não têm nenhuma correlação com o que é realmente importante para nós. Por que então fazemos isso? Porque criamos esses hábitos que, normalmente, se tornaram uma zona de conforto. Talvez seja porque você não ousa dizer não às pessoas, deixando as suas próprias tarefas e prioridades em segundo plano. Ou, então, porque você criou o hábito de verificar a cada cinco minutos a sua rede social. A zona de conforto pode englobar aquela pessoa que vem falar mal de outras e que você para para escutar; pode ser aquele relacionamento que não te faz feliz, mas que você  mantém mesmo assim, porque está acostumado àquela rotina. Você sabe o que acontece na zona de conforto? Nada! Simplesmente, nada! Como você vai progredir repetindo sempre o mesmo esquema?

Quantas vezes você já disse a si mesmo que deveria estar fazendo algo produtivo durante ou após uma atividade que não te leva a lugar nenhum? Por exemplo, aquela série imperdível na Netflix. Você pensa: “eu tenho que estudar”, “eu preciso ler mais sobre assuntos relacionados ao meu trabalho”, “preciso dedicar mais tempo para visitar  meus amigos”, etc. Mas… chega do trabalho ou da faculdade e faz o quê? E quando se dá conta, o “só mais um episódio” durou até a hora de ir dormir – que com certeza também não era a hora em que você gostaria de ter ido para a cama. E que fique claro: está proibido assistir sua série? Jogar conversa fora? Continuar comendo aquele docinho sendo que você quer emagrecer? Nãããooo!!!  Desde que você tenha planejamento e disciplina!

Não é fácil, eu sei! Mudar seus hábitos com relação a algo que parece ser confortável demanda um trabalho contínuo a fim de transformar os novos hábitos em ações naturais no cotidiano.

Seja sincero: o que você precisa eliminar da sua vida hoje para dar o primeiro passo para sair da sua zona de conforto?

O eu melhor sair da zona de conforto.png

 

 

 

Simplesmente super-humano

Falta de tempo, cansaço, exaustão, Burn Out… Neste cotidiano hipermoderno em que vivemos, as demandas de nossos diversos círculos sociais são cada vez maiores e mais exigentes. Precisamos ser multifuncionais! No mundo profissional, temos que ser cada vez mais produtivos, mas, na maioria das vezes, essa necessidade acaba por deixar-nos infelizes e até mesmo doentes, achando o nosso trabalho desinteressante e nosso desempenho, insuficiente. Também acabamos por não dedicar tempo suficiente aos familiares e amigos, culpabilizando-nos por essa situação. Criamos, assim, a ilusão de que devemos nos comportar como super-heróis: um superfuncionário, um superpai, uma supermãe, um superfilho etc.

Em uma formação de Agile Scrum relatada pela engenheira, coach e analista comportamental Silvana Fazan, foi feito o seguinte experimento : a equipe em formação era composta de 17 pessoas e tinha como objetivo que cada pessoa do grupo assinasse 10 folhas, cada uma contendo os nomes das 17 pessoas. Ao começar a passar as folhas, o instrutor pediu aos membros ociosos que realizassem pequenas tarefas, como desenhar a bandeira nacional, fazer origamis, grampear documentos, etc. As folhas chegaram às mãos do facilitador depois de 15 minutos, sem que estivessem completas. A tarefa foi repetida, desta vez, sem a distribuição de tarefas para os que estivessem ociosos. Resultado: todas as folhas foram devidamente preenchidas em menos de 5 minutos. Esta experiência foi inspirada pelo livro A Meta , de Eliyahu M. Goldratt.

Eu te proponho analisar o quanto você tem tentado realizar inúmeras tarefas ao mesmo tempo, em diversos aspectos da sua vida, tentando convencer a si mesmo de que consegue fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo porque você se considera multitarefas. Seja sincero: será que você realmente consegue dar o melhor de si em cada tarefa agindo assim? Você consegue ter foco?

Você acredita que pode tornar-se uma pessoa mais produtiva e feliz realizando e atribuindo atenção plena a uma única tarefa por vez?

Para que isso aconteça, é preciso determinar prioridades e organizar a sua agenda, assim, você não realizará mais todas as tarefas “urgentes” que vão surgindo no seu dia! Essas tarefas vão se multiplicando, se acumulando e te deixando frustrado… É importante manter o foco e saber dizer não às diversas demandas não urgentes mantendo, em sua mente e em seu plano de ação, o que foi planejado com antecedência. Trabalhe também a sua capacidade de delegar tarefas. Afinal, você precisa realmente fazer tudo sozinho?

Para refletir e agir:

Como ser mais produtivo – A tríade do tempo

Como eu organizo o meu dia para ser mais produtivo?

O eu melhor produtividade e equilibrio

Sobre a noção de hipermodernidade (obra não traduzida): AUBERT, Nicole (Org.). L’individu hypermoderne. Ramonville Saint-agne: Editions Érès, 2006. 320 p.

GOLDRATT, Eliyahu M.; COX, Jeff. A Meta: Um Processo de Melhoria Contínua. 2. ed. São Paulo: Nobel, 2003. 360 p.

Viver de sonhos ou viver seus sonhos? 

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Quantas vezes você já pensou e disse algo do tipo : quero emagrecer, quero evoluir profissionalmente, quero aprender uma língua estrangeira etc., mas não realizou esses desejos e nem sequer agiu em direção à realização deles?

Você define suas metas com clareza?

Desde que comecei a passar por um processo de coaching e a fazer o curso Metas e Objetivos da Febracis, comecei a perceber a importância de planejar exatamente um objetivo: Quer emagrecer? Quanto? Quando? Por quê? Quer aprender uma nova língua? Qual é o seu objetivo? É realizável? Por que você quer aprender? Você quer fazer a viagem dos seus sonhos? Quanto isso vai custar? Quando você fará essa viagem? O que você pode fazer, concretamente, para guardar fundos para isso?

Pode parecer simples, mas você realmente planeja suas metas especificando etapas e dando prazos para cumpri-las? Quantas vezes você já parou no meio do caminho por se comparar aos outros? “Fulana perdeu 10 quilos em 2 meses”. Você perde um em um mês e acha pouco, desanima. E aquele amigo que atingiu um nível intermediário no italiano em seis meses e você quer que isso aconteça com você também,  sem considerar vários aspectos, incluindo o trabalho psíquico envolvido na aprendizagem de uma língua.

Qual é o seu verdadeiro propósito?

Provavelmente, esse amigo, que realmente aprendeu e fala bem, passou muito mais horas investindo nesta aprendizagem do que você imagina. Você tem um propósito para aprender essa língua, como esse seu amigo tinha? Você consegue criar condições propícias para aprender essa língua? E por que desanimar por não ter perdido tanto peso quanto o outro, ou de ter avançado menos do que o outro em sua aprendizagem? Você pode, sim, se espelhar em quem você admira, mas não se compare com os outros: estabeleça suas metas observando e adaptando o seu ritmo, caso seja necessário. E o mais importante: respeite quem você é!

Aproveite aquela velha tradição de desejar que coisas boas aconteçam na sua vida no ano seguinte e faça sua lista de desejos para 2019! Mas, desta vez, no lugar de desejos, coloque metas a serem atingidas: metas realizáveis, com data, com o que é necessário para que você as realize. Considere também a necessidade de um acompanhamento: de que tipo? Coach? Psicólogo? Grupos de análise de prática?

Você está pronto para viver seus sonhos ou vai continuar vivendo de sonhos?

Clique aqui para baixar o pdf e começar 2019 agindo em direção às suas metas.

O eu melhor planos e metas